A
poliomielite foi praticamente erradicada nas áreas desenvolvidas
do mundo com a vacinação sistemática das crianças,
mas o vírus ainda está ativo em alguns paises da África
e da Ásia. Para evitar que seja reintroduzido nas regiões
que não registram mais casos da doença, as campanhas de
imunização devem ser repetidas todos os anos.
Sintomas
O período de incubação varia de 5 a 35 dias, com
mais frequência entre 7 e 14 dias.
Na
maioria dos casos, a infecção pelo vírus da poliomielite
pode ser assintomática. Isso não impede sua transmissão,
pois é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água
e os alimentos.
Quando
se manifestam, os sintomas variam de acordo com a gravidade da infecção.
Nas
formas não paralíticas, os sinais mais característicos
são febre, mal-estar, dor de cabeça, de garganta e no
corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos,
rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, quando a infecção
atinge as células dos neurônios motores, além dos
sintomas já citados, instala-se a flacidez muscular que afeta,
em
regra, um dos membros inferiores.
Diagnóstico
O diagnóstico fundamenta-se nos sinais clínicos e em exames
laboratoriais de fezes para pesquisa do vírus.
Também
são importantes o exame do liquor, dos anticorpos da classe IgM
e a eletroneuromiografia.
É
indispensável estabelecer o diagnóstico diferencial para
distinguir a poliomielite de outras doenças que também
comprometem os neurônios motores.
Vacina
Existem
duas vacinas contra apoliomielite. A VPO-Sabin, ou vacina da gotinha,
faz parte do Calendário Básico de Vacinação.
Ela deve ser aplicada aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade. Até os
cinco anos, as crianças devem receber doses de reforço
anualmente.
A
vacina Salk, administrada por via intramuscular, é indicada para
pessoas expostas, com baixa imunidade, ou que viajarão para regiões
onde o vírus ainda está ativo.
Tratamento
Poliomielite
é uma doença de notificação compulsória
ao sistema de saúde. Como em muitas infecções virais,
não há tratamento específico para a doença,
mas alguns cuidados são indispensáveis para controlar
as complicações e reduzir a mortalidade. Entre
eles destacam-se:
-
Repouso absoluto nos primeiros dias para reduzir a taxa de paralisia;
-
Mudança frequente de posição do paciente na cama,
que deve ter colchão firme e apoio para os pés e a cabeça;
-
Tratamento sintomático da dor, febre e dos problemas urinários
e intestinais;
-
Atendimento hospitalar nos casos de paralisia ou de alteração
respiratória;
-
Acompanhamento ortopédico e fisioterápico.
Recomendações
-
Esteja atento. A falta de saneamento básico e de medidas adequadas
de higiene é a principal causa de transmissão do vírus
da poliomielite. A má qualidade da água utilizada para
consumo e alimentos preparados sem os cuidados de higiene facilitam
a proliferação dos diferentes tipos de poliovírus;
-
Lave sempre as mãos, especialmente antes de preparar as refeições,
de começar a comer e depois de usar o banheiro."